“Sou judeu, mas precisamos fazer uma separação clara: a figura do primeiro-ministro não representa necessariamente o que o judaísmo defende”, argumentou Wagner. Ele trouxe à tona suas vivências pessoais sobre o tema, mencionando sua esposa católica, que aprecia visitar Israel. Segundo ele, essa relação familiar não deve confundir suas crenças com as decisões políticas de Netanyahu.
Em suas declarações, o senador deixou claro que discorda plenamente da abordagem militar adotada por Netanyahu e defendeu a necessidade de se buscar soluções por meio do diálogo diplomático, afirmando que “toda guerra é um sinal de insanidade”. Para ele, o caminho correto deve ser o da negociação, onde “temos diplomacia, cabeça para pensar e boca para falar”.
Além disso, Wagner.alertou que a política de Netanyahu não é unânime entre os israelenses, citando que uma parte significativa da população de Israel critica a atual administração. Ele fez referência a figuras históricas como Itzhak Rabin, que lutou pela paz e foi tragicamente assassinado por outro judeu fanático, sublinhando que não há consenso sobre as decisões do governo.
Por fim, ao abordar as críticas dirigidas ao governo israelense, Wagner alertou para a necessidade de delimitar a crítica política do antissemitismo. “O que eu considero errado é que muitos que condenam Netanyahu acabam resvalando para o antissemitismo. Assim como sou judeu e não estou obrigado a concordar com suas decisões, aqueles que discordam também precisam ter cuidado ao criticar para não fomentar discriminações”, concluiu, destacando a complexidade do debate e a importância de uma postura equilibrada e respeitosa.






