“Não descartamos nenhuma opção, mas a discussão visa encontrar soluções para ampliar nossa capacidade de dissuasão e resposta”, afirmou a líder japonesa. Essa declaração reflete um entendimento mais amplo sobre a necessidade de uma revisão acelerada dos principais documentos de segurança do Japão, levando em consideração a rápida transformação do panorama estratégico e as ameaças emergentes, especialmente em relação à China.
Em dezembro de 2022, o governo japonês havia aprovado três documentos centrais de defesa, estabelecendo um aumento significativo nos gastos militares, que devem saltar de 1,24% para 2% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2027. Takaichi, no entanto, antecipou essa meta para o ano fiscal de 2025, informando que os objetivos financeiros já estão sendo alcançados. O plano prevê um total de 43 trilhões de ienes (cerca de R$ 1,5 trilhão) para o período de 2023 a 2027.
O Japão está no meio de um dos maiores reforços militares desde a Segunda Guerra Mundial, reagindo não apenas às pressões dos Estados Unidos, mas também à crescente assertividade militar da China. Essa mudança de postura é acompanhada por um endurecimento em relação às políticas sobre Taiwan e um distanciamento do pacifismo tradicional que caracteriza a política japonesa desde 1945.
As tensões no mar, como a ativação de radares chineses em aeronaves japonesas e operações de porta-aviões da China nas proximidades de Iwo Jima, também acentuaram a necessidade de um orçamento de defesa recorde, que ultrapassa 9 trilhões de ienes (aproximadamente R$ 318,6 bilhões), focando em mísseis de cruzeiro e sistemas de armamento não tripulados.
Essas iniciativas não apenas sinalizam um novo capítulo na defesa japonesa, mas também uma rápida adaptação às realidades geopolíticas do século XXI, onde a segurança é cada vez mais um assunto multilacional e estratégico.
