Durante um evento promovido pelo Partido dos Trabalhadores (PT), denominado “encontro nacional de evangélicos”, Janja não hesitou em rebater Malafaia. “Não chamo ele de pastor”, disse, referindo-se ao pastor como “insignificante”. Para ela, todas as mulheres são importantes, independentemente do número de participantes em suas reuniões. “O importante é que conversei e ouvi essas mulheres”, enfatizou, sublinhando a relevância das vozes femininas dentro do contexto evangélico.
Nos últimos meses, a primeira-dama tem trabalhado para estreitar laços com a comunidade evangélica, participando de cultos e programas de podcast voltados para esse público. Em setembro, Janja destacou que esses encontros com mulheres evangélicas têm sido reveladores, pois ela se sente cada vez mais à vontade e acolhida nesses espaços. Essa estratégia é parte de um movimento mais amplo para dialogar com um segmento que, nas últimas décadas, tem crescido substancialmente no Brasil.
De acordo com dados do Censo, a população evangélica no país saltou de 15,1% em 2002 para 26,9% em 2022, representando cerca de 57 milhões de brasileiros. No entanto, a relação entre esses eleitores e o governo Lula parece ser complexa. Uma pesquisa recente revelou que 65% dos evangélicos desaprovam a gestão atual, embora essa porcentagem tenha diminuído em relação a abril, quando era de 68%. Enquanto isso, apenas 30% demonstram aprovação, um aumento em relação a 28% anteriormente.
A resposta de Janja, além de se posicionar contra as declarações de Malafaia, reflete uma tentativa de reafirmar a importância do diálogo e da escuta dentro de um segmento que, apesar de sua crescente representatividade, apresenta desafios na construção de um relacionamento positivo com a administração atual.
