Em sua declaração, Janja enfatizou que a violência contra as mulheres transcende as divisões políticas. “Qualquer mulher agredida não pode soltar a mão, não importa qual é o campo ideológico delas”, afirmou, destacando que a misoginia é uma questão de preocupação coletiva. Essa declaração ressoa com as diretrizes do Pacto Nacional do Feminicídio, que propõe que a luta contra a violência de gênero deve ser uma prioridade universal.
A primeira-dama também trouxe à tona um aspecto importante do debate, afirmando que esse episódio pode ter despertado a consciência de muitas mulheres conservadoras sobre as realidades da violência de gênero. Com cerca de 43% das mulheres vítimas de violência sendo evangélicas, Janja destacou que essa problemática afeta todas as mulheres, independentemente de sua identidade religiosa ou política.
Além disso, Janja fez ecoar a necessidade urgente da aprovação de um Projeto de Lei que visa criminalizar atos de misoginia, atualmente em tramitação na Câmara dos Deputados. A defesa por essa legislação, segundo ela, é crucial para garantir proteção e respeito às mulheres em todas as esferas da sociedade.
O contexto do debate sobre violência de gênero se intensifica quando olhamos para os relatos de Damares Alves, que revelou ter recebido ameaças diretas contra sua filha, um ato que ela considera uma violação inaceitável da dignidade e segurança de sua família. Damares compartilhou detalhes angustiantes sobre as ameaças recebidas, que ultrapassam a mera crítica política e se adentram na esfera pessoal de forma assustadora e cruel.
Em um clima em que a divisão política é evidenciada, o apelo sincero de Janja pela união em torno da luta feminina oferece uma perspectiva de esperança e um convite à reflexão para que as vozes das mulheres sejam ouvidas e respeitadas, independentemente de suas filiações ideológicas. Em tempos de polarização, a luta por dignidade e respeito deve ser uma causa comum a todas as mulheres.





