A primeira-dama ressaltou que opta por se hospedar em embaixadas brasileiras e viajar em classe executiva, medidas que considera necessárias para garantir sua segurança. Em sua defesa, Janja afirmou: “Eu respondo com o trabalho que faço, sei o que estou fazendo e como estou fazendo. Essa questão da gastadeira é pura misoginia”.
Em um esforço para aumentar a transparência de suas atividades, Janja estabeleceu um gabinete no Palácio do Planalto e começou a divulgar sua agenda diariamente, uma mudança que veio após críticas sobre a falta de transparência de sua atuação. Ela enfatizou que o Brasil nunca teve uma primeira-dama que trabalhasse de forma tão ativa antes. “Vou todos os dias ao Planalto, faço reuniões, viajo a trabalho. A sociedade e a imprensa ainda não estão acostumadas a isso”, declarou.
Além de se posicionar sobre sua rotina, Janja fez uma reflexão sobre seu papel e as comparações com a ex-primeira-dama Ruth Cardoso, que foi uma figura proeminente nos anos 90 e 2000. Janja apontou que enfrenta um preconceito de classe por sua origem humilde, destacando que cresceu em uma família pobre e estudou em universidades públicas. “Tenho certeza absoluta de que muito do preconceito contra mim é um preconceito de classe. Não venho de uma família rica, ralei muito para chegar onde estou”, disse.
Essa declaração de Janja não apenas revela um olhar mais profundo sobre os desafios que enfrenta como primeira-dama, mas também traz à tona uma discussão importante sobre a presença e a valorização das mulheres em cargos de poder, além de refletir sobre as diferenças de classe e a luta pela aceitação na esfera pública.





