Essas dores no ombro não são novidades para o ex-presidente. De acordo com o fisioterapeuta, os desconfortos já estavam presentes antes da alta médica de Bolsonaro, concedida em 27 de março. Na véspera desse dia, o ex-presidente passou por uma nova avaliação médica, que culminou na recomendação de um procedimento cirúrgico. Atualmente, além das dores, ele apresenta limitações nos movimentos – com a capacidade de elevar o braço restrita a somente 90 graus –, perda de força e uma assimetria postural que revela um comprometimento no ombro direito em relação ao esquerdo.
O ex-presidente está cumprindo prisão domiciliar desde 27 de abril e, durante esse período, está sujeito a uma série de restrições determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes. As regras incluem a proibição do uso de telefones celulares e a limitação do recebimento de visitas, uma medida que busca minimizar riscos de contaminações, especialmente em um cenário de saúde delicado. No lar, Bolsonaro está acompanhado pela esposa, Michelle, pela filha Laura e pela enteada Letícia.
Essa situação de saúde ocorre em um momento crítico da vida política de Bolsonaro, que foi condenado em setembro de 2025 a uma pena de 27 anos e 3 meses de prisão. A condenação se deu por sua liderança em uma suposta trama golpista com o objetivo de permanecer no poder após a derrota nas eleições de 2022. A continuidade dessa trajetória problemática é aprofundada agora pela condição médica do ex-presidente, que traz à tona uma série de questões não apenas pessoais, mas também políticas, refletindo a complexidade do atual cenário nacional.
