Itamaraty Esclarece Uso de Residências Oficiais Após Críticas de Deputado sobre Vídeo de Humorista em Embaixada de Roma

O Ministério das Relações Exteriores brasileiro, conhecido como Itamaraty, encaminhou à Câmara dos Deputados esclarecimentos sobre o uso de residências oficiais por autoridades governamentais e cidadãos sem cargo público. A ação se deu em resposta ao deputado Gustavo Gayer (PL-GO), que solicitou explicações após a divulgação de um vídeo do humorista Fabio Porchat filmado na Embaixada do Brasil em Roma, Itália, em dezembro do ano passado.

Em sua nota, o Itamaraty destacou que essas residências têm uma dupla função: além de servir como espaço para reuniões e atividades diplomáticas, também são a moradia do embaixador e sua família. A pasta enfatizou que o embaixador pode receber convidados em caráter privado, desde que não haja gastos públicos em decorrência dessas visitas. Caso surjam custos, é garantido o ressarcimento.

De acordo com o Itamaraty, até o momento, não há registros que indiquem que a hospedagem de cidadãos privados tenha gerado qualquer despesa ao Estado. As contas referentes às despesas de manutenção dos imóveis públicos no exterior são registradas no Sistema Integrado de Administração Financeira (SIAFI), assegurando a transparência das informações para qualquer interessado.

O vídeo polêmico em questão, publicado em 23 de dezembro de 2025, causou a indignação de alguns setores, especialmente de simpatizantes do ex-presidente Jair Bolsonaro. No material, Porchat ironiza a controvérsia envolvendo uma propaganda da marca de sandálias Havaianas, que foi interpretada por alguns como uma crítica ao campo político da direita. A atriz Fernanda Torres, que estrela o comercial, sugere que os espectadores não comecem o próximo ano “com o pé direito”, o que provocou reações entre os apoiadores de Bolsonaro.

A utilização de instalações governamentais para fins pessoais e de militância foi contestada, e o senador Rogério Marinho (PL-RN) expressou sua desaprovação nas redes sociais, afirmando que esses espaços não devem ser usados para proteger aliados políticos. Até o momento, Porchat não se manifestou sobre a controvérsia, mas a reportagem seguirá atenta para atualizações em sua posição. A situação destaca a crescente tensão entre humor, política e a utilização de recursos públicos, refletindo um cenário cada vez mais polarizado no Brasil.

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