Tessari, em sua jornada pelo rico terreno da floresta, encontrou uma laje retangular de pedra à beira de um canal. Intrigado, ele a virou e logo se deparou com uma inscrição funerária que remete ao Império Romano. A descoberta foi rapidamente comunicada à Superintendência de Arqueologia, pois a lápide, datada de uma época em que o império se expandia, possui grande valor histórico.
A inscrição faz referência a Titus Anconius Severus, um jovem que aparentemente faleceu prematuramente, a julgar pelo tom nostálgico da homenagem. O monumento foi provavelmente encomendado por seus pais, Anconius Priscus e Sabinia Severa, como indica a frase em latim V(ivi) F(ecerunt), uma prática comum entre os romanos para garantir uma recordação adequada pelos vivos.
A arqueóloga responsável pela análise do achado sugere que, dado o isolamento do local — repleto de árvores e sem revestimento agrícola —, a lápide poderia indicar um potencial local de trabalho para pedreiros ou mesmo um monumento que nunca esteve atrelado a uma estrutura funerária específica. O fundo de mármore esculpido de modo rudimentar não revelou vestígios de argamassa, o que levanta questões sobre seu uso original.
Esse tipo de descoberta não apenas ilumina a história local, mas também ressalta a significativa conexão entre os habitantes da região e o vasto legado romano. À medida que a arqueologia avança, os tesouros como este continuam a surgir, permitindo um vislumbre das vidas passadas, suas culturas e tradições. Assim, a busca por aspargos tornou-se não apenas uma atividade recreativa, mas uma ponte para o passado, revelando fragmentos de uma era que ainda ecoa.







