Itália Registra Menor Taxa de Nascimentos da História em 2025, Acelerando Crise Demográfica e Desafios para o Novo Governo

A Itália enfrenta um momento crítico em sua demografia, com a taxa de fecundidade atingindo níveis alarmantes. Em 2025, o país registrou apenas 355 mil nascimentos, o menor número da sua história, marcando uma queda de 3,9% em relação ao ano anterior, que já havia estabelecido um recorde negativo. Esses dados, revelados em um relatório recente do Instituto Nacional de Estatísticas, Istat, destacam um fenômeno conhecido como “inverno demográfico”, um dos principais desafios enfrentados pelo governo da premiê Giorgia Meloni.

De acordo com as estatísticas, a taxa de fecundidade na Itália foi de apenas 1,14 filho por mulher em 2025, batendo o recorde anterior de 1,18 em 2024. Esse cenário de baixos nascimentos é agravado pela mortalidade, uma vez que o país registrou 652 mil óbitos no ano passado, resultando em um saldo natural negativo de 296 mil pessoas, uma deterioração em comparação com os 283 mil do ano anterior.

Em termos de população, dados provisórios indicam que em 1º de janeiro de 2026, a Itália contava com aproximadamente 58,943 milhões de habitantes, uma leve diminuição de 636 em relação a 2024. Esse leve declínio da população foi impulsionado pelo aumento do número de imigrantes, que somam 5,560 milhões, um incremento de 188 mil pessoas. Em contrapartida, a população com cidadania italiana caiu para 54,383 milhões, uma redução de 189 mil.

Atualmente, cerca de 9,4% da população italiana é composta por estrangeiros. Além disso, um dado preocupante revelado pelo Istat é que mais de um terço das famílias no país é formado por apenas uma pessoa, um aumento significativo em comparação com 20 anos atrás, quando essa porcentagem era de 25,9%.

Projeções alarmantes indicam que, até 2070, a Itália pode perder até 11,5 milhões de habitantes, representando uma redução populacional de 20% em menos de cinquenta anos. Esse fenômeno demográfico levanta questões sérias sobre o futuro do país, os seus serviços públicos e a sustentabilidade econômica frente às mudanças que se desenham no horizonte.

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