Durante uma sessão na Câmara dos Deputados, o ministro enfatizou que o texto atual do acordo incorpora mecanismos de proteção que, segundo ele, são fundamentais para assegurar os interesses da Europa e, em particular, da Itália. Lollobrigida explicou que, devido ao comprometimento da Itália na fase final das negociações, foram inclusas cláusulas de reciprocidade e robustas salvaguardas contra perturbações de mercado. Essas medidas visam fortalecer o sistema de controle de mercadorias que ingressam na União Europeia.
O ministro também ressaltou o aumento das atividades de inspeção em território italiano, incluindo verificações rigorosas em produtos oriundos da China, realizadas nos portos de Gênova e Salerno. Além disso, mencionou operações que seguem em sigilo, mostrando um intensificado empenho em manter a segurança alimentar.
O recente bloqueio de carne brasileira foi qualificado por Lollobrigida como uma demonstração clara de que os mecanismos de fiscalização estão em pleno funcionamento e necessitam ser ampliados. Ele destacou a aprovação de uma nova legislação destinada à proteção do sistema agroalimentar italiano, que entrou em vigor em abril. Essa norma introduz sanções mais severas e amplia os instrumentos de controle, criando uma “sala de controle do sistema agroalimentar”. Essa sala tem como objetivo reunir forças de segurança, serviços de inspeção e autoridades aduaneiras para intensificar o combate a irregularidades nas importações.
As afirmações do ministro revelam um compromisso assertivo da Itália em garantir a qualidade e segurança de produtos alimentares que circulam em seu território, reforçando a necessidade de uma fiscalização rigorosa em um mercado global cada vez mais integrado e desafiador.
