Pichetto alertou que essa possibilidade deve ser encarada dentro de um contexto de emergência, e não como uma prática comum. Segundo ele, o carvão continua a ser uma opção residual, mas é imprescindível que a Itália esteja preparada para utilizá-lo, se necessário. O país abriga quatro termelétricas que operam com carvão, sendo que duas estão localizadas na Sardenha e as outras duas nas regiões do Lazio e Puglia, que foram desativadas, mas permanecem intactas.
O ministro enfatizou que a intenção do governo permanece em fechar todas as usinas de carvão, um plano que já tinha como meta o encerramento das operações até 31 de dezembro de 2024. Contudo, ele destacou que o desmantelamento das usinas localizadas nos Lazio e Puglia não foi ordenado, visto que, em uma situação de crise, poderiam ser imprescindíveis.
Recentemente, a Itália anunciou a decisão de adiar o fechamento definitivo de suas termelétricas de carvão para 2038, um impacto direto da turbulência no mercado de energia causada pela guerra no Irã e interrupções no tráfego de commodities energéticas, especialmente no Estreito de Ormuz. A estratégia governamental, portanto, busca garantir a segurança energética do país em um cenário em que a volatilidade dos preços do gás e as incertezas geopolíticas precisam ser constantemente monitoradas. A situação se torna ainda mais crítica diante da transição energética em andamento, que demanda um equilíbrio delicado entre sustentabilidade e necessidade imediata de suprimento energético.
