As Forças Armadas de Israel continuaram a bombardear o norte e o sul do território palestino. Autoridades locais relataram ao menos seis mortes em Khan Younis e Rafah, no sul de Gaza, como resultado dos ataques. Nas redes sociais, os militares israelenses denunciaram supostas violações de direitos humanos pelo Hamas, como o uso de civis como escudos humanos. Um vídeo divulgado mostrou supostos combatentes do grupo terrorista disparando contra tropas israelenses a partir de uma mesquita e de uma escola da ONU em Beit Hanoun, no norte de Gaza.
Em retaliação, as Brigadas al-Qassam, braço armado do Hamas, reivindicaram novos ataques com foguetes contra o sul de Israel. O grupo terrorista também afirmou que um refém, identificado como Sahar Baruch, foi morto durante uma tentativa de resgate israelense e divulgou um vídeo mostrando um corpo. O kibutz de Beeri, onde Baruch vivia, e o Fórum Israelense para Reféns e Familiares Desaparecidos, negaram a versão do Hamas e declararam que o homem de 25 anos foi “assassinado” por terroristas.
Além das operações militares, a postura política dos EUA foi motivo de destaque neste fim de semana. Na sexta-feira, os Estados Unidos vetaram uma resolução para pedir um “cessar-fogo humanitário imediato” apresentada na ONU. O ministro das Relações Exteriores de Israel, Eli Cohen, elogiou a atitude dos EUA, enquanto o Hamas, Mahmud Abbas, presidente da Autoridade Nacional Palestina, e o Irã criticaram a decisão.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou preocupação com a situação, afirmando que a população de Gaza está perto de um “abismo” e vive um “pesadelo humanitário”. A ONU relatou que mais de metade das casas em Gaza foi destruída ou danificada e 1,9 milhão de pessoas foram deslocadas pelo conflito.
O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional americano, John Kirby, pediu a Israel que implemente mais esforços para proteger os civis e se comprometeu a trabalhar com os parceiros israelenses para alcançar esse objetivo.
As operações militares e a situação humanitária em Gaza continuam sendo motivo de preocupação e debates em âmbito internacional. A postura dos EUA e de Israel, juntamente com as ações do Hamas, estão no centro das discussões sobre o conflito na região do Oriente Médio.





