Os assentamentos judaicos na região continuam a se expandir, embora sejam considerados ilegais conforme o direito internacional. O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, em suas declarações sobre as novas medidas, deixou clara a intenção do governo: “eliminar a possibilidade de um Estado palestino”. Isso ressalta uma abordagem que muitos especialistas interpretam como um esforço deliberado para obstruir a autodeterminação palestina.
Um dos pontos centrais dessa nova política é a revogação de uma norma estabelecida durante a administração jordaniana do território, que proibia a compra de terras por não muçulmanos. Antes da mudança, cidadãos judeus interessados em adquirir propriedades na Cisjordânia precisavam de autorizações especiais e frequentemente enfrentavam a necessidade de intermediários. Com a nova interpretação das leis, Israel planeja permitir essa compra, tratando a Cisjordânia, que o país se refere como Judeia e Samaria, de forma análoga a cidades israelenses como Tel Aviv e Jerusalém.
Apesar da forte resistência da comunidade internacional e das preocupações levantadas pelo governo dos Estados Unidos, o gabinete liderado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu tem manifestado claramente sua intenção de avançar para uma ocupação mais efetiva da Cisjordânia. Em outubro, o Parlamento israelense havia aprovado um projeto de lei com essa finalidade, do qual Netanyahu, em resposta a temores sobre as possíveis reações da administração americana, tentou se distanciar.
Em um cenário que promete acirrar ainda mais as tensões na região, o primeiro-ministro israelense tem uma reunião agendada com o presidente dos Estados Unidos para discutir a situação atual em Gaza. Este encontro, programado para o dia 11 de fevereiro, será crucial para entender as direções futuras nas relações entre os dois países e as implicações para o conflito israelo-palestino como um todo.







