Israel Intensifica Controle na Cisjordânia com Novas Medidas, Aumentando Pressão sobre a População Palestina e Desafiando Comunidade Internacional.

Neste domingo, o Gabinete de Segurança de Israel aprovou um conjunto de ações que visam reforçar o controle e a presença legal israelense na Cisjordânia, uma área palestina que se encontra sob ocupação. A decisão ocorre em um contexto de crescente exacerbação da repressão contra os moradores palestinos, que tem sido intensificada tanto por forças de segurança israelenses quanto por colonos.

Os assentamentos judaicos na região continuam a se expandir, embora sejam considerados ilegais conforme o direito internacional. O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, em suas declarações sobre as novas medidas, deixou clara a intenção do governo: “eliminar a possibilidade de um Estado palestino”. Isso ressalta uma abordagem que muitos especialistas interpretam como um esforço deliberado para obstruir a autodeterminação palestina.

Um dos pontos centrais dessa nova política é a revogação de uma norma estabelecida durante a administração jordaniana do território, que proibia a compra de terras por não muçulmanos. Antes da mudança, cidadãos judeus interessados em adquirir propriedades na Cisjordânia precisavam de autorizações especiais e frequentemente enfrentavam a necessidade de intermediários. Com a nova interpretação das leis, Israel planeja permitir essa compra, tratando a Cisjordânia, que o país se refere como Judeia e Samaria, de forma análoga a cidades israelenses como Tel Aviv e Jerusalém.

Apesar da forte resistência da comunidade internacional e das preocupações levantadas pelo governo dos Estados Unidos, o gabinete liderado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu tem manifestado claramente sua intenção de avançar para uma ocupação mais efetiva da Cisjordânia. Em outubro, o Parlamento israelense havia aprovado um projeto de lei com essa finalidade, do qual Netanyahu, em resposta a temores sobre as possíveis reações da administração americana, tentou se distanciar.

Em um cenário que promete acirrar ainda mais as tensões na região, o primeiro-ministro israelense tem uma reunião agendada com o presidente dos Estados Unidos para discutir a situação atual em Gaza. Este encontro, programado para o dia 11 de fevereiro, será crucial para entender as direções futuras nas relações entre os dois países e as implicações para o conflito israelo-palestino como um todo.

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