Mikati enfatizou que, apesar do ataque, ele e seu governo estão comprometidos em buscar todas as vias possíveis para alcançar um acordo de cessar-fogo. Ele fez um apelo às organizações internacionais, clamando por ações concretas que possam conter os bombardeios israeleneses, que, segundo denúncias, têm como alvo não apenas as forças armadas, mas também os civis libaneses.
Esse episódio de violência ocorreu em um contexto de diálogos complexos mediado por Amos Hochstein, enviado especial dos EUA ao Oriente Médio. Hochstein esteve recentemente em Beirute para compreender a posição do governo libanês e do movimento Hezbollah em relação a um possível cessar-fogo. Ele relatou que as conversas com o presidente do parlamento libanês, Nabih Berri, foram produtivas. O secretario-geral do Hezbollah, Naim Qassem, confirmou que o grupo estaria aberto a continuar negociações indiretas, desde que haja uma “cessação total das hostilidades” por parte de Israel, além da preservação da soberania do Líbano.
As hostilidades já causaram grande sofrimento nas áreas afetadas. O governo libanês, sob a liderança de Mikati, reiterou sua intenção de enfrentar a contínua ofensiva israelense, ressaltando a necessidade de um esforço coletivo das instâncias internacionais para restaurar a paz na região.
As repercussões desse conflito e as tentativas de mediação permanecem em desenvolvimento, enquanto a comunidade internacional observa atentamente a escalada de uma situação que parece longe de ser resolvida definitivamente.
