O governo israelense afirmou que essa legislação representa uma mudança significativa na política de segurança do país, especialmente em resposta aos ataques do Hamas ocorridos em outubro de 2023. A nova lei é vista como uma resposta direta a indivíduos que realizam atos violentos com a intenção de negar a existência do Estado de Israel. Contudo, é importante destacar que essa legislação não se aplica a cidadãos israelenses ou residentes do país, que são julgados pela justiça civil. Assim, a lei é exclusiva para palestinos que são processados em tribunais militares na Cisjordânia.
Em uma declaração conjunta, Katz e o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, elogiaram a nova norma, afirmando que terroristas responsáveis pela morte de israelenses “não poderão mais contar” com acordos de troca de prisioneiros ou boas condições severas. Ben Gvir enfatizou que a implementação da lei é uma promessa cumprida de seu partido ultraconservador, que busca endurecer o combate ao terrorismo.
Críticos, no entanto, veem essa medida como uma extensão das políticas opressivas de Israel em relação aos palestinos. A filósofa Silvana Rabinovich classificou a nova lei como parte de uma “maquinaria de morte”, destacando que a detenção administrativa já permite ao exército israelense prender palestinos sem acusação ou julgamento. Ademais, a taxa de condenação nos tribunais militares israelenses atinge índices alarmantes, com cerca de 96% das condenações baseadas em confissões frequentemente obtidas sob coação. Essa situação reflete uma crescente tensão no cenário militar e legal da região, acirrando ainda mais o conflito palestino-israelense.





