Netanyahu não poupou palavras ao atribuir ao Hezbollah a responsabilidade por possíveis desestabilizações no processo de paz entre Israel e Líbano. O líder israelense afirmou que o Hezbollah está sabotando os esforços por uma paz duradoura: “Iniciamos um processo para alcançar uma paz histórica entre Israel e o Líbano, e é evidente que o Hezbollah está tentando comprometer isso”, declarou.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) confirmaram ataques recentes contra alvos do Hezbollah em Deir Aames, no sul do Líbano, justificando sua ação como uma resposta a uma violação do cessar-fogo por parte do grupo, que teria ocorrido um dia antes. Os militares relataram também confrontos na cidade de Bint Jbeil, onde, segundo informações, seis membros do Hezbollah perderam a vida.
Netanyahu deixou claro que Israel manterá sua liberdade de ação militar: “Estamos determinados a restaurar a segurança dos residentes do norte”, enfatizou, apontando que os ataques continuarão, se necessário.
O recente acordo de trégua, mediado pelos Estados Unidos, permite a Israel utilizar “todas as medidas necessárias” para sua legítima defesa. Contudo, o Hezbollah não vê valor nesse cessar-fogo, argumentando que a continuidade das operações israelenses no Líbano torna a trégua sem sentido.
A prorrogação do cessar-fogo foi anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na quinta-feira, após uma reunião no Salão Oval com autoridades libanesas e israelenses. Trump destacou que o encontro foi produtivo e expressou otimismo sobre a continuidade da trégua.
O clima de tensão entre Israel e Líbano caracterizou-se por um aumento nas hostilidades, em parte devido ao apoio do Hezbollah ao Irã, sendo este grupo reconhecido como um dos principais adversários de Israel na região. A presença e ações do Hezbollah no sul do Líbano complexificam ainda mais a dinâmica de segurança, levantando preocupações sobre a estabilidade futura entre os dois países.







