A declaração do ministro enfatiza que, para Israel, a eliminação das capacidades militares do Hezbollah é uma prioridade, independentemente das tentativas de apaziguamento entre Washington e Teerã. Durante sua fala, Ben-Gvir também deixou claro que qualquer lançamento de drones ou mísseis do território libanês em direção a Israel resultará em uma resposta militar severa em áreas estratégicas, como Dahieh, bastião do Hezbollah nos arredores de Damasco.
Além disso, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, ressaltou que a presença militar israelense em regiões como o Líbano, Síria e Faixa de Gaza será mantida indefinidamente. Katz afirmou que essa posição foi comunicada a altos funcionários do governo dos EUA, incluindo o presidente Donald Trump e o secretário de Defesa, Pete Hegseth. Essa reafirmação da postura militar de Israel vem em um momento em que, segundos relatos, as partes envolvidas nas discussões entre EUA e Irã parecem caminhar em direção a uma redução das hostilidades.
No entanto, a atual dinâmica das negociações gera desconfiança. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, que atua como mediador nas conversas entre os dois países, anunciou que a formalização do acordo está prevista para acontecer na próxima semana, na Suíça. Entre os detalhes discutidos, considera-se a abertura do estreito de Ormuz e o levantamento do bloqueio naval sobre os navios iranianos, além do compromisso de cessar as hostilidades em todas as frentes, incluindo o cenário líbio.
Diante desse quadro, a comunidade internacional observa com apreensão a possibilidade de escalada de conflito, enquanto Israel reafirma sua determinação em proteger seus interesses estratégicos na região.
