O comunicado emitido pelo Exército deixou claro que, a partir das 10h (horário de Brasília), as pausas táticas nos combates não se aplicariam à área urbana, em um esforço declarado para derrotar o grupo terrorista Hamas. Em paralelo, Israel informou sobre a recuperação do corpo de um refém, Ilan Weiss, e evidências de um outro refém que, segundo relatos, não foi identificado. A estimativa aponta que ainda há cerca de 50 reféns israelenses em Gaza, dos quais 20 estariam vivos.
A Cidade de Gaza abriga cerca de um milhão de palestinos, muitos dos quais foram deslocados devido ao conflito que se arrasta há quase dois anos. O secretário-geral da ONU expressou preocupações sobre as consequências catastróficas que uma ampla ofensiva militar poderia trazer para a população local. Nos últimos dias, o Exército tem aconselhado os residentes a evacuarem a cidade, prometendo assistência humanitária àqueles que se deslocarem para o sul.
Enquanto a operação militar se intensifica, milhares de palestinos já deixaram a cidade, mas muitos líderes comunitários e religiosos afirmaram que permanecerão, considerando a fuga como uma “sentença de morte”. Segundo relatos, longas filas de pessoas foram vistas abandonando suas casas.
A ONU alertou que o deslocamento em massa pode ser considerado crime de guerra, para agravar a crítica internacional ao que muitos países condenam como uma atuação desproporcional. Desde o início de agosto, a cidade tem sido alvo constante de bombardeios, e as forças israelenses têm avançado cada vez mais com seus tanques em direção ao centro urbano.
Atualmente, há uma polarização crescente nas conversas globais sobre a situação. Enquanto líderes religiosos e a comunidade internacional clamam por um cessar-fogo, o governo de Benjamin Netanyahu permanece inflexível em sua estratégia de controle total da Faixa de Gaza e na luta contra o Hamas. O ministro da Defesa já deixou claro que a operação militar prosseguirá até que os objetivos sejam alcançados, intensificando ainda mais a crise humanitária na região.