INTERNACIONAL – Israel Anuncia Demolição de Vilarejos Libaneses e Impede Retorno de Civis em Meio à Intensificação de Conflito com o Hezbollah

Israel anunciou a decisão de demolir todas as residências em vilarejos libaneses situados nas proximidades da fronteira, uma medida que visa impedir o retorno dos aproximadamente 600 mil deslocados até que a segurança no norte do território israelense seja garantida. Essa declaração foi feita pelo ministro da Defesa, Israel Katz, que também prometeu um nível de devastação semelhante ao que foi observado nas cidades de Rafah e Beit Hanoun, em Gaza.

A intenção de Israel de implementar uma “zona tampão” no sul do Líbano após os confrontos com o Hezbollah representa um passo significativo na estratégia militar do país. Katz declarou que essa zona se estenderá até o rio Litani, estabelecendo assim um controle militar israelense sobre cerca de 10% do território libanês. O objetivo dessa medida é criar uma divisão estratégica que mantenha o Hezbollah afastado da fronteira israelense.

Desde o início da ofensiva, em 2 de março, as autoridades locais reportaram que mais de 1,2 milhão de libaneses foram forçados a deixar suas residências, resultado direto dos intensos combates que se intensificaram na região. Estima-se que cerca de 1.200 vidas tenham sido perdidas, refletindo a gravidade da situação.

A escalada do conflito ocorre em um contexto mais amplo de tensões regionais, especialmente com a participação do Hezbollah, que iniciou os ataques em apoio ao Irã, ampliando o alcance da guerra para o território libanês. As Forças de Defesa de Israel (FDI) passaram a ordenar evacuações em áreas extensas do sul do Líbano e nos subúrbios de Beirute controlados pelo Hezbollah. Katz enfatizou que Israel se compromete a desmantelar pontos de lançamento de mísseis, infraestrutura militar e neutralizar as forças de elite do Hezbollah.

Desde o início das hostilidades, o Hezbollah teria disparado cerca de 5 mil drones, foguetes e mísseis em direção a Israel. Em resposta, o país intensificou suas operações militares, atacando alvos estratégicos nos subúrbios do sul de Beirute, com o objetivo de minar as capacidades operacionais do grupo.

Este é o segundo grande confronto entre Israel e Hezbollah nos últimos anos, com a guerra anterior resultando na morte do líder do grupo, Hassan Nasrallah, e na perda de milhares de combatentes, o que havia temporariamente debilitado a força militar do Hezbollah. As consequências humanitárias da atual guerra são alarmantes, com o Ministério da Saúde do Líbano confirmando 1.247 mortes, incluindo crianças e profissionais de saúde.

As tensões seguem elevadas na região, deixando a população civil em uma condição crítica, enquanto os desdobramentos das operações militares continuam a se desdobrar.

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