Bárbara Ferrante, ao assistir a apresentação da jovem, demonstrou todo seu emocionamento ao ver a história de sua prima sendo contada de forma lúdica e sensível em poucos minutos. Ainda segundo Bárbara, a recriação foi capaz de transformar a dor em arte, e ela se sentiu tocada pela representação de Daniella no palco. A aspirante a atriz Tatiana Issa, codiretora do documentário sobre o caso, também parabenizou Isabela pela iniciativa, que mostrou como a história de Daniella ainda é impactante e relevante para as gerações atuais.
Para contextualizar a tragédia, é importante relembrar que Daniella Perez foi brutalmente assassinada aos 22 anos, quando atuava na novela escrita por sua mãe, Gloria Perez. O crime chocou o país na época e foi descoberto que Guilherme de Pádua, seu colega de cena, e sua esposa Paula Thomaz foram os responsáveis pelo homicídio. Ambos foram condenados, porém foram libertados bem antes do cumprimento total da pena, o que gerou revolta e indignação na sociedade.
Guilherme de Pádua, após anos de prisão, tentou reconstruir sua vida como pastor em Belo Horizonte, onde acabou falecendo recentemente em decorrência de um infarto. Já Paula Thomaz seguiu sua vida, tornando-se advogada e construindo uma família no Rio de Janeiro. A história de Daniella Perez e seu trágico fim ainda ecoam na memória de muitos brasileiros, e a recriação teatral feita por Isabela Gabrielli Tangioni mostra como a arte pode ser uma forma de manter viva a memória daqueles que se foram.