Irmãs de Judô: Rafaela e Raquel Silva Unem Talento e Companheirismo em Busca de Medalhas Olímpicas e Superação no Tatame

Irmandade no Tatame: O Retorno Triunfal de Rafaela Silva ao Judô

As irmãs Rafaela Silva, de 33 anos, e Raquel Silva, de 36, sempre tiveram uma conexão forte que transcende os laços familiares. Desde a infância, o Judô se tornou fundamental em suas vidas, sendo praticado em um projeto social na Rocinha, o Instituto Reação, que se instaurou como um pilar na comunidade. O que começou como uma maneira de ocupar o tempo em meio a uma rotina familiar ocupada — com Luiz Carlos, pai entregador de comida, e Zenilda, mãe caixa de supermercado — logo transformou-se em uma verdadeira paixão.

“Brigávamos por tudo, era normal”, recorda Raquel, que atualmente se destaca como treinadora-chefe da equipe feminina da ONG. As memórias remontam aos dias de disputas por roupas e as típicas “beliscadas” das crianças. Porém, a dinâmica mudou. Agora, Raquel abraça a posição de autoridade no tatame, desafiando a irmã campeã olímpica e bicampeã mundial.

Recentemente, Rafaela anunciou seu retorno ao Instituto Reação após cinco anos competindo pelo Flamengo. Essa volta marca um novo capítulo, com a irmã Raquel assumindo o papel de treinadora. Apesar do respeito mútuo e da confiança entre as duas, o relacionamento não é isento de desafios: “A cobrança é maior, mas ela não é chata, é insuportável”, diz Rafaela, em tom de brincadeira.

No judô, as graduações falam por si. Rafaela, com o 6º Dan e portando a faixa coral — símbolo de um kodansha, um mestre de grau superior — compara sua posição à de Raquel, faixa preta 3º Dan. “Quando entro no tatame, sei meu lugar. Embora eu seja mais graduada, aqui sou a aluna”, enfatiza Rafaela.

Com essa nova fase, Rafaela tem se destacado nas competições de 2026, permanecendo invicta até agora. Suas conquistas incluem o ouro no Grand Slam de Paris e o Grand Prix da Áustria. A judoca, que subiu de categoria após os Jogos de Paris-2024, está em um processo de adaptação.

“É uma nova estratégia. As meninas são diferentes, meu estilo de luta precisa ser revisado”, explica. Com 1,68m, já foi uma das mais altas na divisão anterior, mas agora enfrenta um novo desafio. A próxima competição é a seletiva nacional para o Pan-Americano, e a pressão é palpável. Under estas circunstâncias, a irmandade e o companheirismo entre as duas se solidificam a cada treino e competição, provando que a união pode levar a resultados extraordinários, tanto no tatame quanto na vida.

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