Irmã de Kim Jong-un ameaça resposta severa a drones sul-coreanos sobre Pyongyang, alertando para um “desastre horrível” caso a intrusão se confirme.

No último sábado, 12 de outubro, Kim Yo-jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong-un, emitiu um grave alerta para o governo sul-coreano, destacando as consequências potencialmente catastróficas de uma suposta intrusão de drones sul-coreanos sobre Pyongyang. Em uma declaração veiculada pela mídia estatal da Coreia do Norte, Kim fez um apelo enfático, afirmando que a descoberta de um drone sul-coreano no espaço aéreo da capital norte-coreana seria um sinal de um “desastre horrível”.

Essas declarações surgem no contexto das crescentes tensões entre as duas Coreias. Na sexta-feira, o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte acusou a Coreia do Sul de enviar drones para sobrevoar Pyongyang, tanto na semana anterior quanto na atual, e destacou que essas incursões justificavam uma resposta retaliatória. Kim Yo-jong não poupou críticas à resposta dos militares sul-coreanos, insinuando que eles estavam mal preparados para lidar com esse tipo de ameaça.

O Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul, por sua vez, negou as alegações de Pyongyang, afirmando que não poderia confirmar a presença de drones sul-coreanos na área mencionada. Em resposta, Kim Yo-jong reiterou que a falha dos militares sul-coreanos em monitorar esses drones representa um sério erro de julgamento, considerando a gravidade da violação da soberania norte-coreana. A irmã de Kim Jong-un enfatizou que qualquer evidência de drones sul-coreanos voando sobre a capital poderia marcar um ponto de não retorno nas relações já tensas entre os dois países.

Além disso, Kim também lembrou que os drones em questão foram usados para espalhar panfletos anti-Coreia do Norte, o que justifica ainda mais a sua indignação. A situação entre as duas nações permanece volátil, com cada lado se preparando para responder a qualquer movimento percebido como provocativo. O aumento das tensões levanta preocupações sobre uma possível escalada do conflito, que já é marcado por décadas de hostilidade e desconfiança mútua.

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