Kim Yo-jong destacou que a estratégia de fortalecimento das capacidades nucleares da Coreia do Norte é a única resposta apropriada à crescente militarização de seus adversários. Ela se referiu especificamente a exercícios conjuntos realizados entre as forças militarizadas da Coreia do Sul, dos EUA e do Japão, incluindo manobras aéreas com a participação de bombardeiros estratégicos. Na última simulação, que ocorreu no dia 3 de novembro, as aeronaves norte-americanas se uniram a caças de aliados numa ação ostensiva sobre as águas a leste da ilha de Jeju. Esse exercício foi uma resposta a um recente teste de míssil por Pyongyang, sinalizando uma escalada no impasse militar.
Dentre os aspectos abordados por Kim Yo-jong, destacam-se também os mais de 100 exercícios militares realizados no último ano que, segundo ela, tinham como alvo direto a Coreia do Norte. A vice-dirigente acusou os EUA de realizar “implantações recordes” de recursos estratégicos na região, como a presença de bombardeiros nucleares e submarinos de ataque. Ela comentou ainda sobre o impacto desses movimentos na instabilidade da península, caracterizando essa “histeria militar” como uma justificação para a intensificação do programa nuclear do seu país.
A dirigente concluiu que a Coreia do Norte não irá recuar em sua política de defesa, reafirmando a necessidade de uma postura firme frente aos desafios impostos pelos exercícios e pela presença militar dos Estados Unidos e aliados. As tensões entre as potências continuam a crescer, e qualquer desvio da atual paridade, segundo Kim Yo-jong, é visto como uma receita para uma guerra iminente.







