Irmã de Kim Jong-un alerta que rompimento da paridade militar na Coreia pode levar a uma guerra iminente

Na última semana, Kim Yo-jong, vice-diretora do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores da Coreia e irmã do líder norte-coreano Kim Jong-un, fez declarações alarmantes sobre a situação de segurança na península coreana. Em intervenções públicas, ela afirmou que qualquer mudança no equilíbrio de forças na região poderia resultar em um conflito armado. Essa retórica se insere em um contexto marcado por intensificações de atividades militares entre os Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão.

Kim Yo-jong destacou que a estratégia de fortalecimento das capacidades nucleares da Coreia do Norte é a única resposta apropriada à crescente militarização de seus adversários. Ela se referiu especificamente a exercícios conjuntos realizados entre as forças militarizadas da Coreia do Sul, dos EUA e do Japão, incluindo manobras aéreas com a participação de bombardeiros estratégicos. Na última simulação, que ocorreu no dia 3 de novembro, as aeronaves norte-americanas se uniram a caças de aliados numa ação ostensiva sobre as águas a leste da ilha de Jeju. Esse exercício foi uma resposta a um recente teste de míssil por Pyongyang, sinalizando uma escalada no impasse militar.

Dentre os aspectos abordados por Kim Yo-jong, destacam-se também os mais de 100 exercícios militares realizados no último ano que, segundo ela, tinham como alvo direto a Coreia do Norte. A vice-dirigente acusou os EUA de realizar “implantações recordes” de recursos estratégicos na região, como a presença de bombardeiros nucleares e submarinos de ataque. Ela comentou ainda sobre o impacto desses movimentos na instabilidade da península, caracterizando essa “histeria militar” como uma justificação para a intensificação do programa nuclear do seu país.

A dirigente concluiu que a Coreia do Norte não irá recuar em sua política de defesa, reafirmando a necessidade de uma postura firme frente aos desafios impostos pelos exercícios e pela presença militar dos Estados Unidos e aliados. As tensões entre as potências continuam a crescer, e qualquer desvio da atual paridade, segundo Kim Yo-jong, é visto como uma receita para uma guerra iminente.

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