Mestre Sabiá foi alvo de disparos que lhe custaram a vida no dia 18 de fevereiro, enquanto estava no banco do carona de um carro. Apenas dois dias antes, ele havia sobrevivido a uma tentativa de homicídio na mesma região, quando um homem tentou atirar, mas a arma falhou. As circunstâncias em torno desse crime chocaram a comunidade e levantaram questões sobre a segurança dos envolvidos na capoeira.
Após a decisão que confirmou sua prisão temporária, a defesa de Adriana protocolou um pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça do Rio, buscando liberdade para que ela possa responder ao processo fora do sistema prisional. O pedido está sendo analisado por desembargadores da câmara criminal, que decidirão sobre a continuidade da custódia.
A investigação revela que Juan Nunes dos Santos pilotava a motocicleta utilizada durante a primeira tentativa de execução de Mestre Sabiá, e, posteriormente, também foi um dos responsáveis por sua morte. Durante os depoimentos, Juan indicou Adriana como a mandante do crime, levando à sua prisão temporária por parte da Delegacia de Homicídios.
As investigações apontam ainda que a motivação para o assassinato estaria ligada a questões financeiras. De acordo com relatos, Mestre Sabiá possuía bens significativos, incluindo terrenos e veículos, cujo valor total ultrapassaria R$ 100 mil. Fontes da polícia mencionaram uma reunião realizada no Complexo do Alemão, onde Adriana supostamente negociou o assassinato, oferecendo um valor total de R$ 50 mil, dos quais apenas R$ 10 mil foram pagos inicialmente.
Em entrevista ao deixar o Instituto Médico-Legal de Niterói, Adriana expressou seu lamento pela morte do irmão, ressaltando que ele não era uma pessoa de inimizades. Contudo, as provas acumuladas pela investigação indicam um enredo mais complexo envolvendo interesses financeiros e relações problemáticas. Até o presente momento, a defesa de Adriana ainda não se manifestou publicamente a respeito do caso.






