Crise no Irã: Judiciário Anuncia Julgamentos Rápidos Para Detidos em Meio a Protestos
Na quarta-feira, o chefe do judiciário iraniano, Gholamhossein Mohseni-Ejei, fez declarações alarmantes afirmando que a justiça será célere para os indivíduos detidos durante os recentes protestos em todo o país. Este anúncio surge em meio à crescente preocupação de ativistas de direitos humanos, que alertam sobre a possibilidade de execuções iminentes. De acordo com a Human Rights Activists News Agency, a violenta repressão das forças de segurança durante as manifestações já resultou em mais de 2.570 mortes, um número que supera as fatalidades observadas em outras ondas de agitação social no Irã nas últimas décadas, reminiscentes dos caóticos dias da Revolução Islâmica de 1979.
Essas declarações ocorrem em um contexto de tensão internacional, com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterando que os EUA estão preparados para intervir militarmente caso as execuções sejam consumadas. Trump enfatizou que a resposta americana seria enérgica, alertando para as consequências da repressão brutal aos manifestantes pacíficos. Ele observou que, embora protestos sejam uma forma de expressão legítima, a violência excessiva e as mortes em massa não serão toleradas.
Na mesma semana, o Irã promoveu um funeral coletivo para 300 membros das forças de segurança que perderam a vida nas manifestações. Um clima de grande tumulto e medo permeia a sociedade, com muitos cidadãos relatando apavoramento diante da possibilidade de novas repressões. “Estamos muito assustados”, comentou uma mãe de duas crianças, ressaltando sua preocupação em mandar os filhos para a escola em meio a um cenário tão turbulento.
Na capital, Teerã, o relato de um manifestante descreveu a brutalidade com a qual as forças de segurança atuaram, utilizando armamento pesado contra cidadãos desarmados, que apenas buscavam expressar seus descontentamentos. A metrópole, após dias de confrontos, apresenta uma atmosfera de apreensão, com a presença de agentes de segurança disfarçados e a polícia de choque em patrulhas reduzidas.
Mohseni-Ejei, em um vídeo divulgado pela televisão estatal iraniana, afirmou que as ações devem ser rápidas para garantirem eficácia. “Se queremos fazer algo, temos que fazê-lo rapidamente”, disse, desafiando os alertas internacionais sobre as execuções.
Enquanto isso, a situação se complica ainda mais com a interrupção das comunicações. A Starlink, um serviço de internet via satélite, começou a oferecer acesso gratuito no Irã, com o intuito de contornar as restrições impostas by the governança local. Não obstante, relatos de agentes à procura de antenas Starlink indicam que as autoridades estão em busca de silenciar qualquer forma de comunicação que não esteja sob seu controle.
A escalada da tensão no Irã continua a suscitar preocupação global, com o número de mortos apenas aumentando. A Human Rights Activists News Agency confirmou que a maioria das vítimas é composta por manifestantes, levando a uma crescente pressão internacional sobre a teocracia iraniana para que cesse a repressão violenta antes que a situação se torne insustentável.
