Irã solicita à ONU condenação de ameaças dos EUA após declarações de Trump sobre intervenções em Teerã e proteção a manifestantes.

No cenário atual de tensões entre os Estados Unidos e o Irã, Teerã intensificou seus apelos por uma resposta da comunidade internacional, especificamente do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). O pedido surge como resposta a declarações provocativas do presidente norte-americano, Donald Trump, que, em coletiva de imprensa, sinalizou uma disposição para intervir caso o Irã tomasse medidas drásticas contra manifestantes pacíficos no país.

Amir Saeid Iravani, representante permanente do Irã na ONU, expressou a indignação de seu governo, classificando as ameaças dos EUA como “imprudentes e intervenientes”. Ele enfatizou que a República Islâmica do Irã reivindica seu direito à soberania, integridade territorial e segurança nacional, bem como ao direito de proteger seus cidadãos contra qualquer ingerência estrangeira. Iravani responsabilizou Washington por possíveis consequências decorrentes da retórica escalada e acrescentou que as ações dos EUA contrariam os princípios fundamentais da Carta da ONU.

Em seu discurso, o diplomata iraniano apelou ao secretário-geral da ONU, António Guterres, para que condene publicamente as declarações de Trump. Ele instou ainda o Conselho de Segurança a exigir que os EUA cessem todas as ameaças ao Irã e cumpram suas obrigações sob o direito internacional. O embaixador lembrou que as alegações de apoio ao povo iraniano vêm de uma nação com um histórico equivalente de intervenções militares e violações do direito internacional.

Esses eventos ocorrem em um contexto histórico de hostilidade entre os dois países. Recentemente, Trump reafirmou sua disposição em apoiar operações contra o Irã, caso o país persista em desenvolver seus programas de mísseis e nucleares. O tom das declarações sugere que a situação pode se agravar, colocando em risco a estabilidade da região.

Em resposta, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian declarou que qualquer agressão enfrentará uma resposta severa. A escalada de ataques entre Israel e o Irã no passado recente, com bombardeios de instalações nucleares e intercâmbio de hostilidades, exemplifica a fragilidade da paz na região e a necessidade urgente de um diálogo construtivo para evitar um conflito de maiores proporções.

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