As preocupações atuais no Irã estão profundamente enraizadas em uma crise econômica persistente, que resulta em um aumento acentuado da inflação e na desvalorização da moeda nacional, o rial. Essas condições socioeconômicas precarizam a vida da população e culminaram em um aumento significativo de protestos, que tiveram início no final de dezembro de 2025. Desde o dia 8 de janeiro deste ano, os protestos se intensificaram, especialmente após apelos do príncipe exilado Reza Pahlavi, solicitando uma mobilização popular.
As manifestações, inicialmente pacíficas, rapidamente evoluíram para confrontos diretos entre manifestantes e forças de segurança em várias cidades do país. Apesar das alegações feitas pelas autoridades iranianas de que a situação estava sob controle, fontes de segurança indicam que os distúrbios resultaram na morte de mais de 500 pessoas, incluindo policiais e integrantes do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica.
A tensão entre Irã e Estados Unidos não é um fenômeno novo, mas as recentes declarações de Larijani ressaltam a determinação do governo iraniano em responder de maneira vigorosa a quaisquer provocações. O cenário atual exige uma vigilância contínua, tanto das condições internas do país, que se deterioram sob a pressão econômica, quanto das dinâmicas internacionais que moldam a segurança e a soberania do Irã. As consequências de uma escalada nas tensões entre esses dois países podem ter repercussões significativas não apenas para o Oriente Médio, mas também para a comunidade internacional, que continua a acompanhar com preocupação os desdobramentos da situação.
