Irã reprova ameaça do G7 de sanções e defende soberania em meio a protestos e violência crescente no país.

Irã Rebate Ameaça de Sancões do G7 e Defende Seus Direitos Internos

O governo iraniano manifestou sua forte condenação à declaração feita pelos países do G7, que afirmou estar disposto a impor sanções ao Irã caso o país não responda de forma moderada aos protestos que ocorrem em seu território. O comunicado, emitido pelo Ministério das Relações Exteriores do Irã, evidencia a percepção de Teerã de que essa posição representa uma interferência inaceitável nos assuntos internos da nação.

Em uma nota oficial, o ministério iraniano ressaltou que a posição dos países membros do G7, notadamente os Estados Unidos, reflete uma hipocrisia nas discussões sobre direitos humanos. As autoridades iranianas argumentam que essa retórica é uma forma de pressionar o país em um momento delicado, em meio a manifestações populares que eclodiram devido a uma crescente crise econômica, caracterizada pela inflação exacerbada e pela desvalorização do rial.

Os protestos, que começaram no final de dezembro de 2025, atingiram um pico de intensidade em 8 de janeiro, com convocações de figuras políticas como Reza Pahlavi. A insatisfação pública logo se transformou em confrontos diretos entre manifestantes e forças de segurança em várias cidades. Apesar de o governo afirmar que a situação estava sob controle, uma fonte de segurança local revelou que mais de 500 pessoas, incluindo membros das forças de segurança e do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica, perderam a vida nos confrontos.

A declaração do G7, que aconteceu em uma reunião dos ministros das Relações Exteriores, adverte as autoridades iranianas a se absterem da violência e a respeitar os direitos fundamentais do povo. Ao expressar preocupação com o aumento da repressão e da violência, o grupo internacional pediu um engajamento à moderação.

O cenário no Irã é tenso e complexo, com a população dividida entre aqueles que clamam por reformas e aqueles que defendem a linha dura do governo. A combinação de sanções internacionais, a deterioração econômica e a pressão popular criam um ambiente desafiador para as autoridades iranianas, que precisam equilibrar as demandas internas com as pressões externas. As próximas semanas serão cruciais para o futuro político e social do país, e os olhares internacionais estarão voltados para o desenrolar desses eventos.

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