Ghalibaf, que é uma das vozes mais influentes nas negociações iranianas, criticou o presidente dos EUA, Donald Trump, acusando-o de tentar transformar o processo de diálogo em uma “mesa de rendição”. Segundo suas palavras, as ações militares americanas são uma tentativa de justificar um aumento das hostilidades, argumentando que as violações do cessar-fogo imposto anteriormente estão em desacordo com um potencial acordo pacífico.
A situação entre os dois países se agrava à medida que o cessar-fogo temporário estabelecido está programado para expirar nesta quarta-feira, 22 de abril. Os principais obstáculos que dificultam um acordo são o controverso programa nuclear do Irã e as garantias de segurança que Teerã exige.
Em um episódio recente, Trump anunciou a apreensão de um cargueiro iraniano que supostamente tentava desafiar um bloqueio naval dos EUA no Golfo de Omã. O navio, chamado Touska, é descrito como um gigante em sua categoria, com quase 275 metros de comprimento. O presidente dos EUA relatou em sua rede social, Truth Social, que um destróier da Marinha dos EUA interceptou a embarcação, que ignorou as ordens para parar.
A resposta do Irã não tardou, prometendo uma “resposta rápida” à ação americana, o que foi classificado por seu quartel-general militar como uma “violação do cessar-fogo” e uma manifestação de “pirataria”. O clima tenso entre as duas nações impactou diretamente os mercados, com os preços do petróleo e do gás natural experimentando uma alta significativa. O barril do tipo Brent viu um aumento de até 7,9%, enquanto o gás natural na Europa subiu até 11%, refletindo as incertezas que permeiam as relações entre os EUA e o Irã.







