Eslami, em suas declarações, não hesitou em afirmar que “nenhuma lei ou indivíduo pode nos deter” e lembrou que as tentativas anteriores dos adversários de restringir as atividades nucleares do Irã sempre falharam. Ele manifestou um desprezo claro por estratégias externas, mencionando que “todas as conspirações e ações dos inimigos, incluindo esta guerra selvagem, não produziram resultados”. O líder do programa nuclear iraniano posicionou as negociações internacionais como um meio que, segundo ele, busca tranquilizar a própria consciência dos envolvidos e atender aos interesses de potências como Israel.
O diretor da Organização de Energia Atômica do Irã já havia afirmado em várias ocasiões que o país tem o direito soberano de desenvolver tecnologia de enriquecimento de urânio, considerando-a uma parte essencial de seu programa de energia. Ele assegurou que as operações nucleares seguirão em andamento, apesar das sanções e pressões exercidas no âmbito internacional.
O enriquecimento de urânio é um tema central nas tensões entre Washington e Teerã, que agendaram uma nova rodada de negociações diretas para esta sexta-feira (10). Esta situação se revela crítica, uma vez que o enriquecimento é fundamental para a produção de armamentos nucleares e esteve entre as justificativas para as ações militares dos Estados Unidos contra o Irã. A expectativa em torno das negociações é alta, pois as partes buscam formas de romper com o ciclo de agressões e desconfianças, embora os desafios sejam substanciais e os riscos de escalada, palpáveis.
