O vice-ministro também se apressou a desmentir rumores sobre um possível fechamento do Estreito, reafirmando que a passagem para embarcações civis continua liberada. No entanto, ele destacou a importância da comunicação entre os navios e as autoridades iranianas, uma vez que a área apresenta riscos, incluindo minas terrestres colocadas em resposta a ações por parte dos Estados Unidos e de Israel.
Khatibzadeh afirmou de maneira firme que qualquer embarcação que mantiver contato com o Irã receberá autorização para transitar, reiterando que a segurança é uma prioridade. Ele também se referiu a restrições técnicas que exigem cautela durante o trânsito, considerando as contínuas tensões militares na região.
A questão se torna ainda mais complexa quando se considera o contexto das relações entre os EUA e o Irã. O ex-presidente Donald Trump, em suas redes sociais, fez um apelo ao Irã para que suspendesse a cobrança de taxas sobre os navios petroleiros que atravessam o estreito. Trump alertou que essa prática não é desejável e pediu que fosse imediatamente interrompida.
Analisando a situação, o professor e analista político internacional Ernesto Carmona Gómez, da Universidade Nacional Autônoma do México, avaliou que o Irã se encontra em uma posição delicada, sem muitas opções para reagir proporcionalmente à pressão militar dos Estados Unidos e de Israel. Ele argumentou que a estratégia iraniana se baseia na lógica do “sofrer, mas fazer todos sofrerem” ao controlar uma passagem estratégica que é vital para o tráfego global de petróleo.
Recentemente, uma nova rodada de negociações entre as delegações dos Estados Unidos e do Irã, realizada em Islamabad, terminou sem um consenso, evidenciando a complexidade das relações entre os dois países. O futuro da navegação no Estreito de Ormuz, assim, permanece envolto em incertezas, destacando a fragilidade das interações no cenário internacional.
