Apesar dessa postura firme em relação aos mísseis, o Irã se mostrou aberto a discussões que garantam seu direito ao desenvolvimento de atividades nucleares pacíficas. O alto funcionário enfatizou que o país deseja participar de diálogos ajustados ao contexto do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP), um pacto internacional que busca evitar a proliferação de armas nucleares e promover o uso pacífico da energia nuclear.
A complexidade das relações internacionais envolvendo o Irã é palpável, especialmente em momentos em que a tensão com Estados Unidos e Israel aumenta. Na última semana, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian descreveu a situação como uma “guerra em grande escala” contra pressões ocidentais que visam limitar o avanço do país. Esse discurso reflete a narrativa que Teerã utilizou frequentemente, insinuando que as potências ocidentais buscam minar sua influência regional e suas iniciativas de desenvolvimento.
Do lado internacional, as repercussões das afirmações do Irã são acompanhadas de perto. Recentemente, a representante do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, instou por um aumento no diálogo e uma diminuição das tensões em torno do programa nuclear iraniano. A intensa situação foi discutida em conferências com líderes ocidentais, incluindo o presidente dos EUA, que manifestou preocupações sobre possíveis desenvolvimentos na capacidade de armamento do Irã após um ataque militar dos EUA no ano passado.
O Irã, por sua vez, continua a negar qualquer envolvimento em um programa ofensivo de armas nucleares, reafirmando seu compromisso com o TNP. Assim, a convocação ao diálogo em torno de atividades pacíficas deve ser vista como um passo para evitar um novo confronto, enquanto a questão dos mísseis persiste como uma linha divisória em negociações futuras.
