A ONG, com sede em Oslo, afirma que as mortes foram confirmadas a partir de relatos diretos provenientes do solo iraniano, além de checagens realizadas com veículos de mídia independentes. Nos últimos dias, a repressão por parte das autoridades se intensificou à medida que os protestos se espalhavam por diversas cidades, refletindo um descontentamento popular que não parece mostrar sinais de arrefecimento.
Adicionalmente, a situação foi agravada por um quase total apagão da internet, implementado pelo regime nas últimas 48 horas. Essa medida, segundo especialistas em cibersegurança, dificulta o fluxo de informações e pode, de fato, esconder um número ainda maior de fatalities do que o reportado. Apesar da ausência de dados confiáveis, os protestos estão longe de cessar; a ONG Hrana relata que ações de resistência foram documentadas em pelo menos 574 locais em 185 cidades, abrangendo todas as 31 províncias do Irã. Aproximadamente 2,3 mil pessoas já foram detidas.
As manifestações, que se iniciaram em 28 de dezembro, começaram com o foco na crítica à severa crise econômica do país — caracterizada pela desvalorização da moeda, inflação galopante e deterioração das condições de vida —, mas rapidamente evoluíram para uma oposição explícita ao regime teocrático da nação. Os cidadãos exigem reformas políticas, justiça social e maiores liberdades civis.
Paralelamente, as autoridades iranianas culpam potências ocidentais, especialmente os Estados Unidos, pelo “fomentar” das manifestações, enquanto opositores argumentam que o clamor nas ruas é o resultado natural do descontentamento da população com a gestão atual. Recentemente, o presidente dos EUA, em apoio aos manifestantes, declarou que está “pronto para ajudar”, resultando em uma dura resposta do governo iraniano, que prometeu retaliar qualquer tentativa de intervenção militar. O clima é de crescente tensão e complicações políticas, enquanto o futuro do Irã continua incerto.







