Irã Reage a Ameaças dos EUA e Israel: “Estamos Prontos para Retaliação Decisiva”

Irã Avalia Ameaças dos EUA e Israel e Reitera sua Prontidão Militar

O Irã está atento e avalia as recentes ameaças dos Estados Unidos e de Israel como “reais e credíveis”, embora também as considere parte de uma estratégia de guerra “psicológica e cognitiva”. As declarações foram feitas pelo brigadeiro-general Majid Ebn-e-Reza em uma mensagem divulgada nas redes sociais neste domingo, 2. Segundo o general, as tensões aumentadas nas relações internacionais não pegarão Teerã de surpresa. “Não seremos pegos de surpresa, nem permaneceremos passivos”, afirmou.

O militar destaca que cada ameaça recebida é vista como uma oportunidade para que o país amplie sua prontidão, aumente sua capacidade de dissuasão e otimize suas defesas. Essa postura se torna ainda mais relevante após um episódio recente no qual o presidente dos EUA, Donald Trump, decidiu recuar de um ataque planejado contra a infraestrutura energética do Irã. Tal decisão foi influenciada pela pressão de Irã e de outros países do Oriente Médio que buscavam um acordo para desescalar as tensões.

As autoridades iranianas têm sido incisivas em suas advertências, ressaltando que qualquer nova agressão vinda dos Estados Unidos ou de Israel resultará em uma resposta contundente. Abbas Araghchi, ministro das Relações Exteriores do Irã, reafirmou essa posição em uma conversa com o chanceler saudita, Faisal bin Farhan, reiterando que Teerã está “preparada” para proteger sua soberania e integridade territorial.

“Qualquer ação hostil” por parte de Washington ou Tel Aviv, ou mesmo qualquer envolvimento de aliados regionais nessas ações, será respondido de maneira decisiva e proporcional pelas forças armadas iranianas, destacou Araghchi.

A situação reflete um cenário de elevada tensão na região, em que a retórica bélica se intensifica. A postura firme do Irã não apenas demonstra sua determinação em se fortalecer militarmente, mas também serve como um aviso claro aos seus adversários de que qualquer tentativa de agressão será recebida com uma resposta à altura, assim como tem sido uma constante na política externa do país nos últimos anos.

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