Araghchi comentou sobre a importância de estabelecer um acordo que valide o uso pacífico da tecnologia nuclear, afastando qualquer possibilidade de desenvolvimento de armamentos nucleares. Em suas palavras, “já instruí minha equipe a elaborar uma proposta viável que garanta a inexistência de armas nucleares, ao mesmo tempo que assegure o direito do Irã à tecnologia nuclear para geração de eletricidade, produção de medicamentos e naquela que é uma necessidade crescente: a agricultura”.
O chanceler também abordou a desconfiança que persiste entre o Irã e os Estados Unidos, especialmente após eventos negativos ocorridos durante as negociações em 2025. Ele ressaltou que o país ainda busca garantias para evitar a repetição de incidentes semelhantes, o que demonstra a cautela que Teerã adota em suas relações diplomáticas.
Quando questionado sobre a possibilidade de discutir a limitação do programa de mísseis balísticos iranianos, Araghchi foi categórico: “As autoridades iranianas negociam apenas sobre nosso programa nuclear com os EUA”. Para ele, a questão dos mísseis balísticos simplesmente não está na agenda de discussões, sublinhando assim a posição firme do Irã em relação a sua defesa e soberania.
Ele também fez questão de lembrar que o povo iraniano não tem animosidade em relação aos cidadãos norte-americanos, mas sim em relação às políticas repressivas e hostis dos governantes dos Estados Unidos, que consideram prejudiciais à República Islâmica.
Recentemente, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou que o sucesso das negociações com o Irã dependeria de decisões sobre o alcance dos mísseis balísticos, o programa nuclear e outros assuntos relacionados. No contexto desse impasse, as delegações dos dois países se encontraram em Mascate, Omã, para discutir o tema nuclear. O presidente dos EUA, Donald Trump, avaliou as negociações como produtivas, mas Teerã, por sua vez, segue firme em sua insistência no direito de enriquecer urânio, mesmo diante das ameaças de conflito. Essa situação complexa continua a moldar as relações internacionais da região, evidenciando a delicada balança entre diplomacia e segurança.
