O estreito de Ormuz é considerado um dos gargalos mais importantes do comércio marítimo, e o Irã, por sua localização, propõe estabelecer normas e diretrizes que visem garantir a segurança e a regularidade do tráfego de embarcações de países árabes, asiáticos e, possivelmente, europeus. Hazrati enfatizou que o desenvolvimento desse pacto seria um esforço colaborativo que incluiria a participação não apenas do Irã, mas também de nações que utilizam essa via marítima vital.
Segundo ele, o diálogo e a cooperação entre as nações que compartilham interesses na região poderiam levar à criação de um mecanismo que beneficiasse a todos os envolvidos. A proposta surge em um contexto de crescente tensão entre o Irã e outros países, notadamente os Estados Unidos e Israel, que têm visões divergentes sobre a segurança e a governança nas rotas marítimas do Golfo Pérsico.
Atualmente, os dados disponíveis revelam que apenas nações consideradas aliadas do Irã estão autorizadas a operar no estreito. De acordo com o governo iraniano, países como Rússia, China, Índia, Iraque e Paquistão têm livre acesso àquela região estratégica, o que provoca discussões sobre as potenciais implicações geopolíticas dessa exclusividade.
Além disso, a proposta do Irã coincide com um histórico recente de apelos feitos por líderes de outras nações, incluindo o ex-presidente dos Estados Unidos. Em uma tentativa de garantir a segurança da navegação na área, ele solicitou a aliados europeus e asiáticos que enviassem navios para a região, embora muitos tenham se esquivado do envolvimento militar direto, optando por estratégias de cooperação não bélica.
A ideia do “Pacto de Ormuz” pode ser vista tanto como uma iniciativa diplomática do Irã quanto uma reflexão da complexa dinâmica das relações internacionais nesse setor vital da economia mundial.
