De acordo com especialistas, como Dong Manyuan, vice-diretor do Instituto de Pesquisas Internacionais da China, o descontentamento manifestado por Trump não leva a uma rejeição completa da proposta iraniana. Isso pode criar uma oportunidade para os EUA de apresentar uma contraproposta que atenda a seus interesses. Manyuan destacou que, embora o Irã não tenha abandonado suas exigências, houve um adiamento nas discussões sobre questões nucleares, colocando o estreito de Ormuz como um dos principais pontos de discórdia entre as partes.
O especialista também observou que a imagem dos Estados Unidos no cenário internacional tem se deteriorado, com uma crescente desconfiança de vários países em relação às suas ações na região do Golfo Pérsico. O que começou como um descontentamento localizado com as ações de Washington evoluiu para um desafio internacional, com várias nações se manifestando contra a abordagem americana.
Teerã, na segunda-feira, propôs um acordo que visava a abertura do estreito de Ormuz e o adiamento das conversações sobre o programa nuclear iraniano. No entanto, a proposta não foi bem recebida na Casa Branca, onde Trump expressou preocupação com o adiamento das discussões nucleares, um tema de alta prioridade para sua administração.
Na sequência, o presidente orientou seus assessores a se prepararem para um bloqueio prolongado ao Irã, considerando essa estratégia menos arriscada do que retomar ações militares, conforme relatado. A dinâmica em jogo sugere que tanto a Casa Branca quanto Teerã estão navegando por um mar de incertezas, onde cada decisão pode ter repercussões não apenas para si, mas também para a estabilidade da região.







