De acordo com Gharibabadi, o Irã requer que, ao menos, metade dos ativos congelados, que trazem sérias implicações econômicas para o país, sejam colocados à disposição imediatamente após a formalização do acordo. O restante dos fundos, que somam cerca de US$ 24 bilhões, deverá ser liberado em um prazo razoável posterior. Essas informações foram divulgadas por meio de uma fonte próxima à equipe de negociação iraniana, conforme noticiado pela agência de notícias Tasnim.
As tensões entre Teerã e Washington permanecem elevadas. Em fevereiro deste ano, Estados Unidos e Israel realizaram ataques aéreos em alvos iranianos, resultando em danos significativos e vítimas civis. A resposta do Irã foi contundente, envolvendo ataques contra alvos israelenses e instalações militares americanas na região. Essa escalada de violência culminou em um cessar-fogo anunciado em abril, mas que, por sua vez, não se traduziu em avanços nas discussões posteriormente realizadas em Islamabad, capital do Paquistão.
As negociações, até o momento, têm sido difíceis, e a falta de progresso na liberação dos ativos financeiros permanece como um dos principais obstáculos. A comunidade internacional observa atentamente os desdobramentos, já que a relação entre o Irã e os Estados Unidos é crucial para a estabilidade no Oriente Médio e para o futuro do pacto nuclear, um tema que continua sendo debatido enquanto as perspectivas de um acordo definitivo parecem distantes.
