Gharibabadi destacou que, em um acordo proposto que inclui 14 pontos, o Irã exige que Washington libere aproximadamente 24 bilhões de dólares em ativos. De acordo com a proposta, a liberação dos fundos deve ocorrer em duas etapas: a primeira relacionada ao descongelamento de 50% dos ativos imediatamente após a assinatura do memorando, e a segunda fase envolvendo a liberação do restante em um momento posterior, uma vez que as negociações sobre questões nucleares avancem.
Esses ativos têm sido alvos de sanções internacionais, especialmente desde a saída dos EUA do acordo nuclear em 2018. A tensão entre os países aumentou ainda mais após uma série de ataques envolvendo os dois lados, culminando em um ataque coordenado de EUA e Israel a alvos no Irã no final de fevereiro de 2026, que resultou em danos significativos e vítimas civis. O Irã respondeu atacando instalações israelenses e norte-americanas na região,. Após um período de intensificação do conflito, um cessar-fogo foi anunciado em abril, mas as negociações em Islamabad não avançaram de maneira significativa.
Este novo capítulo nas relações entre Irã e EUA é observado de perto, já que a liberação dos ativos pode ser um passo crucial para a desescalada das tensões e para a retomada do diálogo sobre a questão nuclear, que continua a ser um ponto central nas negociações. A situação permanece volátil, e a expectativa é de que as partes busquem resolver suas diferenças em um contexto de crescente incerteza geopolítica.
