A análise destaca que o Irã tem acesso a 30 dos 33 locais de lançamento de mísseis situados ao longo do estratégico estreito de Ormuz. Essa localização é vital para a segurança e a capacidade de resposta do país em eventuais confrontos. Além disso, a inteligência americana, baseada em imagens de satélite, indica que Teerã restabeleceu o funcionamento de quase 90% de suas instalações de armazenamento subterrâneo e lançadores, que agora estão em condição operacional, seja total ou parcial.
Estes novos dados de inteligência evidenciam uma discrepância significativa nas avaliações feitas pela administração Trump sobre os impactos das ações militares dos EUA contra o Irã. A análise sugere que os dados oficiais podem ter superestimado os danos causados às instalações de mísseis iranianos, ao mesmo tempo em que subestimaram a resiliência do país e sua capacidade de recuperação rápida.
Essas revelações também coincidem com informações sobre a utilização de recursos militares dos Estados Unidos no conflito atual. Durante os confrontos, estima-se que Washington tenha quase esgotado suas reservas de mísseis de cruzeiro furtivos, como os Tomahawk, e registrado uma drástica redução no estoque de mísseis para os sistemas de defesa Patriot. O secretário de Defesa dos EUA expressou preocupação com a fragilidade do cessar-fogo vigente, classificando-o como em um “estado incrivelmente fraco”.
Assim, enquanto a narrativa oficial pode ter buscado minimizar a capacidade militar do Irã, os dados apontam para uma realidade oposta, levantando questões sobre as estratégias e projeções futuras das potências envolvidas no cenário.





