A autorização de passagem foi confirmada pela Organização Marítima e de Portos do Irã, que enfatizou a importância desta decisão no atual contexto geopolítico. A medida foi vista como um gesto diplomático visando promover a estabilidade na região, especialmente após o recente acordo de cessar-fogo entre as forças israelenses e libanesas, mediado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Trump, em resposta à autorização iraniana, expressou sua gratidão em sua conta na plataforma Truth Social, declarando que o estreito está “totalmente aberto” para a passagem de navios. No entanto, ele ressaltou que o bloqueio naval dos Estados Unidos em relação ao Irã permanecerá intacto, citando a necessidade de assegurar que um acordo abrangente seja alcançado. O presidente acredita que a maioria dos pontos já foi acordada, prevendo um processo de conclusão rápida.
O impacto dessa novidade foi imediato no mercado de petróleo, com os preços do Brent, por exemplo, caindo cerca de 9,8%, refletindo as novas expectativas de fornecimento e estabilidade na região. Isso se deu em um momento em que a tensão entre o Irã e os Estados Unidos, além das dinâmicas regionais, ainda estão em ebulição.
A trégua, que entrou em vigor no dia 16 de abril de 2026, tem duração de dez dias e foi resultado de negociações entre o presidente libanês, Joseph Aoun, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Esse acordo, ao lado da decisão iraniana, pode representar um ponto de inflexão nas complexas relações geopolíticas do Oriente Médio, um cenário que continua a exigir vigilância e análise cuidadosa por parte da comunidade internacional.






