Boroujerdi enfatizou que, independentemente da duração do conflito, o Irã mantém um arsenal significativo, que ainda inclui mísseis balísticos e drones de ataque, além de uma estrutura estratégica necessária para controlar áreas vitais, como o estreito de Ormuz. Essa afirmativa é respaldada por análises recentes de inteligência americana, que indicam que Teerã retém cerca de 50% de sua capacidade de lançamento de mísseis, apesar das ofensivas aéreas que se intensificaram nas últimas semanas.
Enquanto a Casa Branca e o Pentágono se orgulham de suas ações militares que teriam atingido até 11 mil alvos em um espaço de cinco semanas, especialistas questionam a eficácia real dessas operações na redução da capacidade militar do Irã. Relatos sugerem que, mesmo após ataques, o país é capaz de restaurar rapidamente suas operações, o que gera incerteza sobre a efetividade das táticas adotadas pelos EUA.
Contrapondo-se a essas avaliações, o governo americano tem apresentado um quadro otimista. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou recentemente que os ataques iranianos contra forças dos EUA diminuíram em até 90% desde o início do confronto. A porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, também zelou pela imagem dos esforços americanos, assegurando que, conforme os resultados da campanha militar, a infraestrutura militar do Irã foi severamente danificada.
Esse embate de narrativas evidencia a complexidade da situação no Oriente Médio, onde as dinâmicas militares e políticas se entrelaçam de forma intricada. As declarações de Boroujerdi, por exemplo, refletem não apenas a resiliência e determinação do Irã, mas também a realidade de um conflito que pode se prolongar, instigando questionamentos sobre a posição estratégica de ambas as partes envolvidas.
