De acordo com o analista, a situação indica que a iniciativa, tanto em operações de combate quanto em diálogos diplomáticos, encontra-se nas mãos de Teerã. O especialista ressaltou que o país tem conseguido impor suas condições em temas relevantes, incluindo questões relacionadas ao Líbano, demonstrando um controle significativo sobre a dinâmica regional.
Guzaltan observou que, apesar de os Estados Unidos e Israel terem sido os iniciadores das hostilidades, o controle da situação nos últimos eventos tem sido predominantemente liderado pelo Irã. Essa mudança de protagonismo levanta a questão sobre a sustentabilidade dos acordos provisórios alcançados até o momento, especialmente em relação ao cumprimento do cessar-fogo pelos países envolvidos. “Resta saber se os Estados Unidos e Israel honrarão o cessar-fogo no futuro”, ponderou Guzaltan.
Recentemente, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, anunciou na plataforma X que o país havia autorizado a passagem de todas as embarcações comerciais pelo estreito de Ormuz durante a trégua vigente entre Israel e Hezbollah. Essa decisão, comunicada oficialmente pela Organização Marítima e de Portos do Irã, destaca a disposição de Teerã em manter a fluidez do comércio marítimo na região.
Em resposta a esse movimento, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou o estreito de Ormuz como “estreito do Irã” e agradeceu ao país pela reabertura da rota. No entanto, Trump também enfatizou que as sanções aos portos iranianos permanecerão em vigor até que um acordo completo e satisfatório com Teerã seja alcançado.
Portanto, o jogo geopolítico entre Irã, Estados Unidos e Israel continua a se desdobrar, e as ações futuras dos protagonistas da cena internacional serão cruciais para determinar o equilíbrio de poder na região.







