O documento foi assinado em persa e inglês, refletindo a importância do acordo e a necessidade de um entendimento claro entre as partes envolvidas. A mediação do Paquistão foi fundamental para a concretização desse acordo, com o apoio de seu primeiro-ministro, Shehbaz Sharif, que também se prepara para firmar o texto. Inicialmente, as partes planejavam se reunir presencialmente na Suíça para a assinatura; no entanto, uma série de consultas nas últimas 24 horas levou à decisão de formalizar o memorando de forma remota.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, destacou que a próxima fase das negociações deve ser iniciada após a formalização do memorando. Embora a realização de uma reunião na Suíça ainda esteja nos planos, sua efetivação dependerá de novas consultas com os mediadores envolvidos.
Nos Estados Unidos, Donald Trump confirmou a assinatura do acordo ao deixar um jantar com o presidente francês, Emmanuel Macron, no Palácio de Versalhes, durante a reunião do G7. Em uma rápida declaração aos repórteres, Trump afirmou: “Está firmado, acabo de assiná-lo”. Esse momento foi registrado em imagens divulgadas pelo subchefe de gabinete da Casa Branca, Dan Scavino, mostrando Trump assinando eletronicamente o documento.
O memorando de entendimento possui 14 pontos, e entre seus principais objetivos estão o cessar imediato e permanente das operações militares, além da abertura de um diálogo renovado entre Teerã e Washington. A chancelaria iraniana também frisou que os dois países terão um prazo de 60 dias para chegar a um acordo final que envolva o programa nuclear do Irã e o levantamento das sanções impostas pelos Estados Unidos.
Com esse acordo, uma nova era de diálogo pode se aproximar, prometendo um desfecho potencialmente positivo para um conflito que tem definido a geopolítica da região por anos. O futuro dependerá das próximas movimentações e da disposição das partes em continuar as negociações com um espírito de colaboração.





