Irã Detém Dois Supostos Agentes do Mossad em Meio a Conflitos e Protestos no País

No cenário tenso do Irã, duas pessoas foram detidas pela agência de inteligência do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) na província de Khorasan do Norte. Essas prisões ocorreram em meio a um contexto de protestos que eclodiram no país devido à acentuada desvalorização do rial, a moeda local. Os detidos têm laços com o Mossad, serviço de inteligência israelense, e são acusados de desempenhar um papel significativo na organização de distúrbios sociais no Irã.

Um comunicado oficial do IRGC detalhou que durante as operações de busca foram apreendidos equipamentos de espionagem, diversas armas de fogo e munições. Essa ação desencadeou um aumento nas tensões entre Irã e Israel, um relacionamento já marcado por desconfiança mútua. As manifestações no Irã começaram a ganhar força no final de dezembro de 2025, quando a população se mobilizou contra a inflação elevadíssima e a deterioração da condição econômica.

Reza Pahlavi, um opositor e filho do último xá do Irã, lançou recentemente um apelo nas redes sociais, pedindo uma greve geral e convocando a população a tomar as ruas para controlar áreas estratégicas do país. As palavras de ordem nas ruas refletiram a insatisfação generalizada com o regime atual e a crise econômica. Confrontos entre manifestantes e forças de segurança não foram incomuns, acentuando ainda mais o clima de agitação e descontentamento.

Além disso, observou-se que o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, também se manifestou. Ele acusou o Mossad de tentar explorar a situação de crise no Irã para desestabilizar o governo iraniano. A alegação aponta para possíveis tentativas de Israel de se aproveitar de fragilidades internas iranianas, acirrando as tensões regionais. Fidan também criticou o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, sugerindo que ele busca deliberadamente um conflito militar mais amplo.

O desdobramento dos eventos no Irã levanta inquietações sobre uma possível intensificação dos confrontos, tanto nas ruas quanto nas esferas de inteligência internacional, envolvendo uma das rivalidades mais prolongadas do Oriente Médio. As próximas semanas serão cruciais para observar como a situação se desenrolará, com implicações que podem ultrapassar as fronteiras do país.

Jornal Rede Repórter - Click e confira!


Botão Voltar ao topo