Irã destaca controle do estreito de Ormuz como avanço geopolítico após conflitos com EUA e Israel, segundo embaixador em entrevista.

O embaixador iraniano Abolfazl Zohrevand, que também integra a Comissão de Segurança Nacional do Irã, fez declarações impactantes sobre a geopolítica do estreito de Ormuz, enfatizando que a recente guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel destacou o potencial estratégico da região. Para Zohrevand, a situação atual demonstra que o Irã exerce agora um “controle total” sobre o estreito, o que representa um “potencial histórico” para o país.

Em sua visão, essa mudança é, em grande parte, uma resposta às agressões perpetradas por Washington e Tel Aviv, que, segundo ele, acabaram por impulsionar o Irã a afirmar seu domínio sobre a área. “A agressão dos EUA nos levou a estabelecer controle sobre o estreito de Ormuz”, disse Zohrevand, evidenciando a transformação do cenário geopolítico devido às tensões entre as potências.

O embaixador também acredita que o fortalecimento do controle iraniano poderá abrir novas possibilidades de cooperação com os países vizinhos que compartilham as margens do estreito. Ele sugere que, com um entendimento mútuo e focado na segurança, existe potencial para o fortalecimento das relações na região do Golfo Pérsico.

Zohrevand não hesitou em apontar que a “ignorância” dos Estados Unidos terá efeitos que repercutirão também em outros países, como a China e a Rússia. Ele argumenta que essas nações precisam assumir um papel de liderança para combater as consequências da postura considerada “irracional” do ex-presidente Donald Trump, especialmente em relação ao direito internacional.

“Estamos em um momento histórico, onde a comunidade internacional deve reconhecer a necessidade de retornar às normas estabelecidas”, concluiu Zohrevand, enfatizando a importância de uma abordagem colaborativa entre nações na busca por um ambiente mais seguro e estável.

Essas declarações enfatizam a complexidade do panorama atual, onde o estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, se converte em um ponto focal de tensões e potenciais novas alianças diplomáticas.

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