Em sua visão, essa mudança é, em grande parte, uma resposta às agressões perpetradas por Washington e Tel Aviv, que, segundo ele, acabaram por impulsionar o Irã a afirmar seu domínio sobre a área. “A agressão dos EUA nos levou a estabelecer controle sobre o estreito de Ormuz”, disse Zohrevand, evidenciando a transformação do cenário geopolítico devido às tensões entre as potências.
O embaixador também acredita que o fortalecimento do controle iraniano poderá abrir novas possibilidades de cooperação com os países vizinhos que compartilham as margens do estreito. Ele sugere que, com um entendimento mútuo e focado na segurança, existe potencial para o fortalecimento das relações na região do Golfo Pérsico.
Zohrevand não hesitou em apontar que a “ignorância” dos Estados Unidos terá efeitos que repercutirão também em outros países, como a China e a Rússia. Ele argumenta que essas nações precisam assumir um papel de liderança para combater as consequências da postura considerada “irracional” do ex-presidente Donald Trump, especialmente em relação ao direito internacional.
“Estamos em um momento histórico, onde a comunidade internacional deve reconhecer a necessidade de retornar às normas estabelecidas”, concluiu Zohrevand, enfatizando a importância de uma abordagem colaborativa entre nações na busca por um ambiente mais seguro e estável.
Essas declarações enfatizam a complexidade do panorama atual, onde o estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, se converte em um ponto focal de tensões e potenciais novas alianças diplomáticas.







