Sabouri desmentiu rumores propagados por veículos de comunicação, que alegavam que Khamenei havia sido ferido em ataques ocorridos no final de fevereiro e estaria recebendo tratamento médico fora do país. Segundo o embaixador, essa narrativa é uma tentativa de desinformação, oriunda do que ele descreveu como “aparelho midiático israelense”. Ele enfatizou que Khamenei mantém full controle sobre as operações do governo e as respostas do Irã em relação a desafios externos, embora sua ausência em eventos públicos se deva a preocupações de segurança.
Além disso, o diplomata expressou a posição do Irã sobre os recentes bombardeios realizados pelos Estados Unidos e Israel. Sabouri destacou a urgência de um cessar-fogo e a necessidade de encerrar as agressões na região. Ele fez um apelo para a conclusão de um ciclo de negociações que permita esclarecer questões relacionadas a indenizações por danos de guerra e promover um entendimento sobre a pacificação do cenário regional.
O embaixador também reforçou que o Irã busca defender seus direitos legítimos, conforme estabelecido pelo direito internacional. Ele criticou a postura dos Estados Unidos, que, segundo ele, agrava a desconfiança nas relações diplomáticas ao manter exigências consideradas irrealistas. Sabouri reafirmou o comprometimento do governo iraniano com a resolução pacífica de conflitos, lembrando que os últimos ataques ocorreram em um contexto onde havia um processo diplomático visando resolver preocupações acerca do programa nuclear do país.
Por fim, o embaixador destacou que múltiplos esforços têm sido feitos por diversos atores para reduzir as tensões entre o Irã e os países que o atacam. Contudo, ele concluiu que a base do problema ainda reside na falta de respeito pelos princípios da diplomacia por parte dos EUA e de Israel, que continua em sua máquina de guerra.





