Araqchi destacou que iniciativas agressivas por parte de nações que, segundo ele, têm se aliado a interesses hostis, poderiam desestabilizar ainda mais a situação já crítica no estreito. Esse alerta é um reflexo da grave crise que afeta a navegação e o comércio global, com repercussões diretas nos preços do petróleo e na segurança regional. A reunião da ONU estava originalmente programada para sexta-feira, mas foi adiada devido a um feriado católico, o que não diminuiu a urgência do tema.
A resolução proposta pelo Bahrein autoriza o uso de “todos os meios defensivos necessários” para salvaguardar a passagem no estreito e permaneceria em vigor por um período mínimo de seis meses. No entanto, os países que possuem poder de veto no Conselho de Segurança, incluindo China, Rússia e França, manifestaram oposição à autorização de ações militares na região. Estes países alegam que tal medida poderia agravar ainda mais as tensões e não se mostram favoráveis à militarização das rotas marítimas.
O impasse surge após semanas de discussões acirradas, onde o ponto central da discórdia reside em um trecho da resolução que permite a utilização de todos os meios necessários para assegurar a passagem e evitar tentativas de bloqueio. O ministro das Relações Exteriores do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, argumentou que a “tentativa ilegal e injustificada” do Irã de controlar a navegação é uma ameaça aos interesses globais, o que justifica uma resposta decisiva.
Desde o fechamento do Estreito de Ormuz pela Guarda Revolucionária do Irã, os preços do petróleo experimentaram uma ascensão significativa, refletindo a gravidade da situação. Essa passagem não é apenas uma rota, mas sim um canal vital que conecta o Golfo Pérsico ao mar aberto, sendo responsável por cerca de 20% do petróleo mundial em circulação. A crise se aprofunda e as incertezas rondam os mercados, enquanto líderes globais buscam soluções para um cenário cada vez mais complexo.





