As autoridades iranianas expressaram clara resistência a trégua temporária, enfatizando que essa estratégia não seria mais do que uma pausa para rearmar os agressores antes de novos ataques. O Irã já experimentou as consequências de um cessar-fogo temporário em 2025, quando um acordo preliminar foi rompido em 2026 com um novo ataque norte-americano, o que deixou um legado de desconfiança e cautela entre os líderes iranianos.
Com essa bagagem histórica, o plano iraniano claramente delineia os termos necessários para um cessar-fogo eficaz, abordando questões de segurança nacional e reparações. Entre as principais condições estão a restituição da paz e estabilidade na região, condenação internacional dos países que têm atacado o Irã, além do pagamento de reparações de guerra por parte dos agressores, que devem ser estipuladas por uma comissão da ONU.
Outra demanda crucial é o reconhecimento do direito do Irã de desenvolver tecnologias nucleares para fins pacíficos, um tema que tem gerado grande tensão nas relações internacionais. Além disso, Teerã exige garantias de não agressão, retirada total das tropas americanas dos países vizinhos e a normalização da segurança no estreito de Ormuz, uma região estratégica para o comércio marítimo global.
Por último, o Irã solicita o levantamento completo das sanções impostas, que atualmente somam mais de 4.268 restrições, resultando em perdas financeiras estimadas em US$ 130 bilhões, conforme o valor dos ativos sequestrados em diversos países. A proposta iraniana, portanto, busca não apenas um fim imediato das hostilidades, mas sim reações que concedam uma segurança duradoura e efetiva ao seu povo e à sua soberania. A complexidade do cenário atual exige uma abordagem cuidadosa, onde as potências mundiais deverão considerar essas condições se desejarem estabelecer um diálogo significativo e sustentável.





